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Viagens na Minha Terra em Transportes Públicos

A esquizofrenia dos dias banais. A normalidade dos que fogem à regra.

Viagens na Minha Terra em Transportes Públicos

A esquizofrenia dos dias banais. A normalidade dos que fogem à regra.

8 de Fevereiro – quarta-feira

I

De madrugada todos os gatos são parvos. Principalmente aqueles que na realidade gostavam de ser mecânicos e surgem desaustinados de debaixo dos carros. Devem ter bebido a gasolina, tal a velocidade com que arrancam ao sentirem barulho ou pessoas perto do veículo. E nós, saltamos a celebrar o susto que o bichano nos prega. Depois admiram-se que a Dona Chica atire o pau ao gato…

Tenho para mim a ideia de que não existem gatos pretos. Existem mecânicos desajeitados que ficam sujos de óleo. E já se sabe que os gatos não são grandes adeptos do banho. É que aquilo não vai lá à lambidela. Com isto vem-me à lembrança o “Gato Preto, Gato Branco”, de Emir Kusturica. Um filme a rever, num futuro próximo.

Tomo nota de uma ideia para um possível artigo de opinião. Abri outras folhas, de outra sebenta, para a registar. A grande vantagem dos transportes públicos é esta. A possibilidade de ter mãos livres (pelo menos quando viajamos sentados) e do nosso pensamento poder divagar por lugares distantes, sem ter a obrigatoriedade de estar concentrado no caminho ou condução.

O barco prende as amarras. É tempo dos humanos zarparem.

IMG_20170105_070419_238.jpg

 

II

Hoje duas ou três questões cativaram a minha atenção. Logo à partida a já apelidada “lei da chapada”, promulgada por Putin. Pelos vistos deixou de ser considerado crime por terras russas, a agressão a esposas ou filhos, partindo do princípio que não se partam ossos. Calma lá, que não somos nenhuns bárbaros! Sempre na defesa das tradições, mas com juízo. Uma profunda repugnância é o que sinto relativamente a esta medida.

Entretanto, por este cantinho à beira-mar esquecido, percebeu-se que os 10 anos previstos na legislação para que os edifícios públicos, ou privados com usos público, fossem adaptados a pessoas com mobilidade condicionada, não são de forma alguma suficientes. Principalmente no caso das câmaras municipais. Os exemplos multiplicam-se de Norte a Sul do país, independentemente da dimensão ou cor política do município. Também nos transportes públicos ainda há muito por fazer neste particular.

Por último a precariedade. Questão que tem sido recorrente nos últimos dias, mercê do famigerado relatório do governo sobre o número de trabalhadores precários a desempenhar funções no Estado. Disse bem; trabalhadores, não colaboradores. Numa primeira alusão ao mesmo, falava-se em 100 mil. Não sei porquê pressinto que são mais. E acho que todos partilham deste pressentimento. A questão de fundo é perceber como se vão conseguir inserir os mesmos no quadro, tendo em vista as actuais limitações legislativas. Parece que a única forma de contornar este obstáculo é fazendo passar nova legislação que permita encaixar estas pessoas. Que a geringonça se porta bem nesta matéria. Falamos da vida das pessoas…

Tinha falado em duas ou três questões que me tinham suscitado atenção durante o dia. São mais três, do quem duas. Relativamente à terceira parece que vai para o ar uma reportagem na Antena 1 referente à precariedade. Fecho o caderno e ligo o rádio.

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